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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

da série "uma ida ao supermercado II" - Padaria

Depois de viver um ano no Nordeste, em que o habitual era encontrar embalagens abertas, baratas no pão e couves podres como o melhor legume para a sopa, chegar ao Rio de Janeiro e deparar-me com o supermercado  Zona Sul em cada esquina ou o Pão-de Açucar em frente a casa, parece-me uma miragem. Ali tudo existe, tudo arrumado e direitinho, variedade de pães, manteigas e legumes, frescos e congelados, vinhos ao preço do ouro e cereais de várias cores. Um sushi man, uma pizzaiolo e... o senhor que toca piano, precisamente entre os ovos e o balcão da padaria. Uma pequena maravilha!

O pesadelo começa no momento da interacção.

A qualidade do pão brasileiro é subejamente conhecida [de onde vem aquela ideia de que os portugueses eram padeiros? Quem ficou com essa receita nesta cidade maravilhosa?]... Mas, ao chegar ao balcão da padaria fico encantada com as 5 variedades de pães de sementes, outras tantas de pães de quilo e vários modelitos de baguetes.

- “Bom dia! [Os meus olhos brilham] Quero por favor pão multigrano”

[depois da habitual disputa “Oi? Qué qui você dxissi??” “pão-quê” “ah tá”]

- “Ah não... o pão não é de hoje, não... está duro..”

- “Está duro? Então quando vai ter pão mole? A que horas posso voltar?”

- “Só quando este pão for todo vendido. Ontem não teve, hoje também não e amanha também não vai ter.”

[imagino que com a sinceridade da padeira, nem daqui por 15 dias vamos ter pão novo]

- “Embrulhe-me entao 6 pães-francês” [este tenho a certeza que é diário, e que se lixe o inchaço que causa na barriga..]

A minha interlocutora vira-se para uma colega, esquece-se que eu estou ali na frente delas, ou imagina que sou surda, e diz: - “Entendo nada qui ela fala não... viiiici.”

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Viver no Leblon (da série "uma ida ao supermercado I")

é ir ao Pao de Açucar fazer compras e ter um senhor a tocar piano, entre a padaria e as couves!

LINDO!!!

[mas também é muito mais do que isso.... um dia conto!]

*

quarta-feira, 17 de abril de 2013

200 metros quadrados de pátria

Há nesta cidade, pelo menos, uns 200 m2 de Portugal, para além do estádio do Vasco da Gama.

Como qualquer emigrante [aprendi no outro dia que expatriado não é emigrante... secalhar dondoca também não é desempregada] lá fui eu ao consulado tratar de milhões de papelada que nem o funcionário sabia bem para quê. Assim que se entra sente-se Portugal. Ou como dizia uma senhora na fila de espera "consegue-se sentir o melhor destes dois povos irmãos".

Impossivel passar por palavras toda a manha animada que lá passei! Fica a foto e deixo à imaginação um funcionário cuja tarefa era agrafar um monte de folhas e uma funcionária que se tinha (com certeza) enganado na dose de comprimidos e tinha batom vermelhão desde o nariz ao umbigo.

De chorar... a rir!