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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

da série "uma ida ao supermercado II" - Padaria

Depois de viver um ano no Nordeste, em que o habitual era encontrar embalagens abertas, baratas no pão e couves podres como o melhor legume para a sopa, chegar ao Rio de Janeiro e deparar-me com o supermercado  Zona Sul em cada esquina ou o Pão-de Açucar em frente a casa, parece-me uma miragem. Ali tudo existe, tudo arrumado e direitinho, variedade de pães, manteigas e legumes, frescos e congelados, vinhos ao preço do ouro e cereais de várias cores. Um sushi man, uma pizzaiolo e... o senhor que toca piano, precisamente entre os ovos e o balcão da padaria. Uma pequena maravilha!

O pesadelo começa no momento da interacção.

A qualidade do pão brasileiro é subejamente conhecida [de onde vem aquela ideia de que os portugueses eram padeiros? Quem ficou com essa receita nesta cidade maravilhosa?]... Mas, ao chegar ao balcão da padaria fico encantada com as 5 variedades de pães de sementes, outras tantas de pães de quilo e vários modelitos de baguetes.

- “Bom dia! [Os meus olhos brilham] Quero por favor pão multigrano”

[depois da habitual disputa “Oi? Qué qui você dxissi??” “pão-quê” “ah tá”]

- “Ah não... o pão não é de hoje, não... está duro..”

- “Está duro? Então quando vai ter pão mole? A que horas posso voltar?”

- “Só quando este pão for todo vendido. Ontem não teve, hoje também não e amanha também não vai ter.”

[imagino que com a sinceridade da padeira, nem daqui por 15 dias vamos ter pão novo]

- “Embrulhe-me entao 6 pães-francês” [este tenho a certeza que é diário, e que se lixe o inchaço que causa na barriga..]

A minha interlocutora vira-se para uma colega, esquece-se que eu estou ali na frente delas, ou imagina que sou surda, e diz: - “Entendo nada qui ela fala não... viiiici.”

domingo, 18 de agosto de 2013

Reynaldo Gianecchini ao vivo e a cores!

com um teatro ao lado de casa e preços de cinema tão escandalosos, aqui vamos muito mais ao teatro do que ao cinema!

Ontem, sábado, fomo ver o Reynaldo Gianecchini, em pessoa, ao vivo e a cores!




 

Juro que ele me reconheceu. Das novelas... sim!
 
*

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Morro do alemão

[07.07.2013]

parece que entramos num mundo imaginário.
parece uma cidade construida em caixinhas de fosforos.
enoooorme, gigante, a perder de vista.

 


e como tudo nesta cidade maravilhosa, há os que vivem na realidade e os que vivem na surrealidade.
neste caso acho que os surreais eramos nós, que de dentro de uma cabine do teleférico assistiamos a tudo aquilo, lá do alto, a ouvir cá em baixo a musica que os move [pipipipipipipipipiradjinha ela tá maluca ela tá doidjinha] [ela nao anda...ela desfila... ela é topi, capa di revista, é a mais mais, ela arrasa no looki, tira foto no espelho pra postar no facebooki], muitos "papagaios" voadores (aqui chamam pipa) a enlear-se nos "gatos" (milhoes de fios de electricidade que puxm a luz roubada sabe-se la de onde).


passamos as paragens todas:  Bonsucesso, Adeus, Baiana, Alemão, Itararé/Alvorada e Palmeiras lá em cima. "Descemos, quero sentir o cheiro, quero sentir as pessoas."
Lá em cima uma UPP (Unidade de Policia Pacificadora) dá uma sensação de maior segurança.

 
Descemos do teleférico, compramos um gelado, damos uma volta pela pracinha onde ha artesanato e comidas (ja sabem o que é que o turista gosta!! BOA!), ouve-se uns tiros, dali consegue-se ver tudo e perceber de onde vem o barulho (e o fumo), "Txia txia mi dá uma moeda?!", lá se vai o Kibom que acabámos de comprar, o miudo era lindo com uns olhos gigantes, a policia começa a mexer-se para reagir aos tiros, aparecem sorridentes e artilhados, quando percebem que estou a tirar fotos fazem poses e vêm ter connosco para se juntar ao retrato! "Isso é uma G3?", pergunto. "Não! É um fuzil." Fico na mesma! Metem-se no carro e lá vão morro abaixo.





Retomamos pelo teleférico, muda, atónita, nao consigo perceber o fim do Morro.
Será que estas pessoas conhecem o Rio em que vivemos?
O que é que é de facto o Rio real, o nosso ou o deles?


 
 
 
 
Estamos no Morro do Alemão. 

quarta-feira, 24 de julho de 2013

"Se Deus é brasileiro, o Papa é carioca..."

ja dizia Joao Paulo II!

O Papa Francisco está cá!
O Rio está com um ambiente equiparado a Lisboa durante a Expo 98.
Há gente de TODO o mundo, num extase comovente, com uma energia sem fim, em todos os cantos e recantos.

À boa maneira carioca, as coisas estão muito bem pensadas mas nada dá certo. Mal chega, o Papa fica preso no trânsito, o Metrô que deixa de funcionar e a unica saida é ter passageiros a circular pelos carris, ruas cortadas ao transito e os transportes publicos sem dar resposta, peregrinos sem conseguir regressar a casa e a ter que dormir na rua na noite mais fria e chuvosa do ano. Bem vindos ao Brasil.

Eu, na minha bicicleta chego a todo o lado e nada me prende!

Ontem senti aquele frio na barriga de quem faz parte de um acontecimento que ferve, cheio de fé e energia, na praia de Copacabana. De noite. Um mar de gente (meio milhão de pessoas, dizem). Musicas lindas e gente muito animada. Uma chuvinha a molhar a cara. O terço rezado pelos 5 continentes. Lindo. Inexplicavél.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Rio p'ra não chorar

No outro dia fui a uma entrevista.

A distância Leblon-Botafogo, em tempo normal demoraria 20 minutos.
Eu como sou muito previdente, saí de casa com uma hora de antecedência. Era mais que suficiente!

O transito no Rio é caótico, eu sabia.
Era uma sexta feira, eu sabia.
Começavam as férias escolares, eu não sabia.

Demorei 2 horas e não cheguei ao destino. Duas horas dentro do taxi com esta maravilhosa paisagem.
Não fosse o tema "entrevista de emprego" ser um tema tão escasso, tinha sido um bonito passeio. Mas nao foi.

 
 
[A entrevista? Ah! Ficou para outro dia! E aparentemente só eu é que stressei por ter que dar a desculpa mais esfarrapada do mundo "sabe, estou presa no transito..."!]